SAIBA MAIS SOBRE OS INVESTIMENTOS

Índices

Indice

O rendimento das aplicações financeiras muitas vezes é atrelado a algum índice financeiro. Há títulos públicos que são indexados ao IPCA (NTN-B) e outros à SELIC (LFT). As debêntures também podem ser indexadas ao IPCA e ao IGP-M, enquanto o CDB, a LCI e a LCA com frequência são indexados ao CDI. A TR, por sua vez, é um indexador utilizado no cálculo do rendimento da caderneta de poupança.
Além da indexação, alguns índices funcionam como parâmetro para medir o desempenho de alguma aplicação (benchmark). O próprio CDI é utilizado com frequência para medir o desempenho de fundos de investimento do tipo Curto Prazo, Referenciado DI, Renda Fixa e Multimercado, enquanto o Ibovespa é usado para aferir o comportamento de fundos de ações.

Saiba mais sobre cada um dos os índices financeiros.

Índices

CDI

Certificado de Depósito
Interbancário

Calculada pela Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos – CETIP, a taxa DI serve para medir o custo do dinheiro para empréstimos entre os bancos, cujos títulos são os Certificados de Depósitos Interbancários – CDIs. Essa taxa é um dos parâmetros para a formação de juros no mercado.
É muito comum o mercado financeiro utilizar o CDI como referencial para avaliar o desempenho de produtos como CDBs, LCIs, LCAs, fundos de investimentos de Renda Fixa, Referenciado DI e Multimercado.
Se, por exemplo, a taxa do CDI for de 10% ao ano e o rendimento de sua aplicação for de 8 % ao ano, significa que está rendendo 80% do CDI.
ibovespa O Índice Bovespa – Ibovespa retrata o comportamento dos principais papéis negociados na BM&FBovespa. É o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira teórica de ações, refletindo as variações de seus preços e o impacto da distribuição dos proventos.
É considerado um indicador que avalia o retorno total de suas ações componentes.Para saber as ações que compõem o Ibovespa clique aqui.
IPCA

Índice Nacional de Preços

ao Consumidor Amplo

Calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado – IPCA é considerado o índice oficial de inflação do país, refletindo o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

Para definição mais completa clique aqui.

IGP-M

Índice Geral de Preços

Medido pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, o Índice Geral de Preços – IGP-M registra a inflação de preços desde matérias primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais, abrangendo toda a população, sem restrição de nível de renda.
Para definição mais completa clique aqui.
SELIC

Sistema Especial de

Liquidação e de Custódia

É a taxa básica de juros da economia brasileira.
Apurada no Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC, a taxa SELIC Over é obtida calculando-se a taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no sistema na forma de operações compromissadas.
Definida pelo Comitê de Política Monetária – COPOM do Banco Central do Brasil – BACEN, a taxa SELIC Meta regula a taxa SELIC Over bem como as demais taxas do país.
Para definição mais completa clique aqui.

Renda fixa

RendaFixa

Ativos de renda fixa são títulos públicos ou privados que você adquire quando empresta dinheiro para o governo, um banco ou uma empresa. Esse tipo de investimento caracteriza-se pelo estabelecimento antecipado de como será o retorno da sua aplicação se você a mantiver até o prazo de vencimento.
Existem dois tipos de ativos de renda fixa: pré-fixado e pós-fixado.

No pré-fixado o valor exato da rentabilidade ao final de um período é definido antecipadamente. No pós-fixado fica estabelecida de antemão a maneira como será calculado o rendimento, que pode ser em forma de juros mais uma correção por um índice (IPCA, IGP-M, SELIC), ou de um percentual do CDI.  Alguns títulos podem pagar também parcelas de amortizações ao longo do período da operação.
Tem sido considerada boa prática no mercado que o cliente firme com a entidade financeira na qual mantém conta um termo para realização de investimentos em ativos de renda fixa. Com esse termo, o nível de transparência aumenta bastante porque o cliente passa a ter consciência de vários aspectos relacionados ao ativo que escolheu para investir, tais como:

  • Características do produto
  • Formas de rentabilidade
  • Informações sobre carência e data de vencimento
  • Formas de tributação (imposto de renda e IOF)
  • Negociabilidade no mercado secundário
  • Avaliação do risco do emissor
  • Se o ativo possui com garantia do FGC

Renda Variável

Renda Variável

Os ativos de renda variável (ações, futuros, fundos imobiliários, etc.) caracterizam-se pela impossibilidade de o investidor saber antecipadamente qual será o retorno de seu investimento. E essa incerteza é grande. O ativo pode subir 2% em um dia e cair 3% no dia seguinte. Ou seja, há muita volatilidade. Sendo assim, é razoável afirmar que além de levar em conta os ativos de renda variável que irão compor as carteiras de investimentos, é necessário analisar o perfil de risco apresentado por cada cliente.

Renda Variável

Esse tipo de investimento é indicado para atender objetivos de longo prazo. Se você tiver disponível um determinado montante que pretende utilizar nos próximos três meses, por exemplo, seria muito arriscado aplicá-lo em renda variável.  Caso o mercado enfrente um ciclo de baixa momentâneo, não haverá tempo para recuperar a desvalorização ocorrida e para aguardar um ciclo de alta para se beneficiar dele.

Certificado de Depósito Bancário – CDB

O Certificado de Depósito Bancário – CDB é um título privado que os bancos emitem para captar recursos no mercado. Ao adquirir um CDB você estará emprestando seu dinheiro para um banco (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander, etc.), que vai utilizá-lo na concessão de crédito.

O banco te paga juros pelo empréstimo e os recursos captados são emprestados a outros clientes a uma taxa de juros normalmente bem mais alta do que a que o banco paga para você. Esse processo é conhecido como spread bancário.

Quando o prazo do CDB vence, o dinheiro retorna para sua conta com a remuneração combinada, independentemente de você solicitar o resgate. Por isso, verifique se o prazo de vencimento do CDB é compatível com a sua necessidade de manter o investimento, de maneira que você possa se beneficiar de vantagens fiscais.

CDB

No mercado financeiro existem instituições financeiras de pequeno porte que oferecem CDBs com rentabilidades bem mais atrativas do que a dos grandes bancos. Como essas aplicações têm garantia do FGC até R$ 250 mil, não deixe de aproveitar esse tipo de oportunidade! Para um risco igual, o investidor racional opta sempre pela aplicação que oferecer melhor rentabilidade.

Remuneração

A remuneração do CDB normalmente é atrelada a um percentual do CDI. Alguns bancos oferecem CDBs escalonados, que começam pagando um percentual do CDI no começo e, na medida em que o cliente mantém sua aplicação por mais tempo, vai aumentado a rentabilidade oferecida.

Tributação

No lucro obtido com a aplicação em CDB incide IOF ( se resgatado antes de 30 dias da aplicação) e imposto de renda.
IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre o lucro de aplicações que vencem ou são resgatadas antes de completarem o prazo de 30 dias corridos. A alíquota a ser aplicada varia de acordo com o prazo, de forma decrescente.
Para não ter que pagar esse imposto, portanto, recomenda-se planejamento. Evite aplicar recursos por um período inferior a 30 dias consecutivos.

Imposto de Renda

O Imposto de Renda também incide sobre o lucro das aplicações e obedece à seguinte escala regressiva:

Período de Aplicação Alíquota
Até 180 dias 22,5%
Entre 181 e 360 dias 20%
Entre 361 e 720 dias 17,5%
Mais que 720 dias 15%

Sempre que possível, é importante manter as aplicações por mais de 720 dias e com isso se beneficiar de uma alíquota de imposto de renda menor. Isso faz muita diferença no resultado.

O CDB conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos – FGC, uma entidade privada, sem fins lucrativos, que tem como um dos objetivos proteger depositantes e investidores no âmbito do sistema financeiro, até os limites estabelecidos pela regulamentação, nas situações de decretação de intervenção ou liquidação extrajudicial de instituições associadas. Atualmente, o limite de garantia é de R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por instituição financeira.
Por exemplo, se você tiver R$ 1 mihão e quiser investir esse recurso em CDB, faça 4 aplicações de R$ 250 mil em instituições financeiras diferentes, porque dessa forma seu capital ficará totalmente protegido.
ATENÇÃO: EVITE INVESTIR EM CDB FORA DO LIMITE DE GARANTIA DO FGC. Entretanto, se preferir fazer dessa forma, é aconselhável que você analise antes o risco da instituição financeira emissora. Mesmo depois da aplicação é importante ficar acompanhando a saúde financeira dessa instituição, pois se ela apresentar problemas, pode ser que você não consiga seu dinheiro de volta.

Liquidez

Em geral, o CDB tem liquidez diária. Porém, você deve observar se existe prazo de carência. Durante esse prazo você não poderá resgatar o seu dinheiro.

Debênture

A debênture é um título privado que as companhias emitem para captar recursos no mercado. Ao adquirir uma debênture você estará emprestando seu dinheiro para uma empresa (Vale, Petrobras, Oi, Vivo, etc.). Algumas debêntures são conversíveis em ações.

Debenture

O que estabelece os direitos dos investidores e as obrigações do emissor na debênture é a escritura. Nela são descritas características do papel, tais como:

. Valor nominal e o indexador que vai atualizar esse valor
. Prazo
. Forma de cálculo
. Rentabilidade proposta pelo emissor
. Fluxo de pagamentos de juros e amortizações
. Outras condições que devem ser observadas pelas partes

Remuneração

As empresas têm liberdade para conceber suas debêntures. Não existe obrigatoriedade de padronização quanto a prazo de vencimento e forma de pagamento de amortizações, que pode ser anual, semestral, trimestral, mensal ou esporádica, no percentual que a instituição preferir. As empresas também podem estabelecer a forma de correção e de pagamento de juros que considerarem mais conveniente.

Existem debêntures que, além dos juros fixados, são indexadas pelo IPCA, outras pelo IGP-M, outras pelo CDI. Há ainda debêntures que são isentas de imposto de renda e IOF, conforme prevê a Lei 12.431/11. Isso pode ser um grande diferencial no resultado final da aplicação.

Tributação

No lucro obtido com a aplicação em debênture incide IOF e imposto de renda, exceto para os casos que se enquadrem na isenção prevista pela Lei 12.431/11.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre o lucro de aplicações que vencem ou são resgatadas antes de completarem o prazo de 30 dias corridos. A alíquota a ser aplicada varia de acordo com o prazo, de forma decrescente.

Para não ter que pagar esse imposto, portanto, recomenda-se planejamento. Evite aplicar recursos por um período inferior a 30 dias consecutivos.

Imposto de Renda

O Imposto de Renda também incide sobre o lucro das aplicações e obedece à seguinte escala regressiva:

Período de Aplicação Alíquota
Até 180 dias 22,5%
Entre 181 e 360 dias 20%
Entre 361 e 720 dias 17,5%
Mais que 720 dias 15%

Sempre que possível, é importante manter as aplicações por mais de 720 dias e com isso se beneficiar de uma alíquota de imposto de renda menor. Isso faz muita diferença no resultado.

Risco

As debêntures não oferecem nenhuma garantia especial, diferentemente dos títulos públicos – que contam com a garantia integral do governo – e dos CDBs, LCIs, LCAs e da caderneta de poupança – que são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos – FGC até o limite de R$ 250 mil.

Portanto, antes de investir em debêntures preste atenção aos seguintes aspectos:

. Rentabilidade oferecida
. Classificação de risco (rating) da empresa emissora, realizada por uma entidade especializada (Fitch, Standard and Poors, Moodys)
. Garantia oferecida (real, flutuante, quirografária ou subordinada aos demais credores da empresa)
. Agente fiduciário da emissão, que é o responsável pela proteção dos interesses dos debenturistas e pela fiscalização das condições estabelecidas na escritura
. Registro na CETIP ou BOVESPAFIX.

Se a rentabilidade oferecida na debênture for similar à dos títulos que possuem garantia, não invista nela. Afinal, para uma mesma rentabilidade o investidor racional escolhe o investimento de menor risco.

Se a rentabilidade da debênture for muito maior do que a das aplicações que contam com alguma garantia, tome cuidado. Quanto maior a remuneração oferecida, maior costuma ser o risco. Fique sempre atento nisso!

Liquidez

Adquirindo uma debênture você poderá carregá-la até o vencimento para receber os juros, as atualizações e as amortizações exatamente como foi combinado no momento da compra. Por isso é muito importante que você planeje a sua aquisição pensando no prazo em que vai necessitar dos recursos aplicados.

Se você precisar do dinheiro antes do prazo planejado, não tem problema. É possível vender o título no mercado secundário diariamente. Mas saiba que a venda é feita pelo valor de mercado do título. Nesse caso, a taxa de juros paga pode ser diferente da combinada inicialmente, tanto para mais quanto para menos.

 

Letra de Câmbio – LC

A Letra de Câmbio – LC é um instrumento de captação de recursos de sociedades de crédito, financiamento e investimento (Financeiras) para financiar suas atividades. Costuma-se dizer que as Letras de Câmbio são “CDBs das Financeiras”. A maior diferença é que as LCs precisam ser lastreadas em transações comerciais.

LC-Letra-de-Cambio

As LCs não são isentas de imposto de renda, mas têm garantia do FGC até R$ 250 mil. As rentabilidades oferecidas costumam ser bastante atrativas. Não deixe de aproveitar esse tipo de oportunidade! Para um risco igual, o investidor racional opta sempre pela aplicação que oferecer melhor rentabilidade.

Remuneração

As financeiras têm liberdade para conceber suas letras de câmbio. Não existe obrigatoriedade de padronização quanto a prazo de vencimento. As financeiras também podem estabelecer a forma de correção e de pagamento de juros que considerarem mais conveniente.

Existem letras de câmbio que, além dos juros fixados, são indexadas pelo IPCA, outras pelo IGP-M, outras pelo CDI.

Tributação

No lucro obtido com a aplicação em letra de câmbio incide IOF e imposto de renda.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre o lucro de aplicações que vencem ou são resgatadas antes de completarem o prazo de 30 dias corridos. A alíquota a ser aplicada varia de acordo com o prazo, de forma decrescente.

Para não ter que pagar esse imposto, portanto, recomenda-se planejamento. Evite aplicar recursos por um período inferior a 30 dias consecutivos.

Imposto de Renda

O Imposto de Renda também incide sobre o lucro das aplicações e obedece à seguinte escala regressiva:

Período de Aplicação     Alíquota
Até 180 dias     22,5%
Entre 181 e 360 dias     20%
Entre 361 e 720 dias     17,5%
Mais que 720 dias     15%

Sempre que possível, é importante manter as aplicações por mais de 720 dias e com isso se beneficiar de uma alíquota de imposto de renda menor. Isso faz muita diferença no resultado.

Risco

A LC conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos – FGC, uma entidade privada, sem fins lucrativos, que tem como um dos objetivos proteger depositantes e investidores no âmbito do sistema financeiro, até os limites estabelecidos pela regulamentação, nas situações de decretação de intervenção ou liquidação extrajudicial de instituições associadas. Atualmente, o limite de garantia é de R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por instituição financeira.

Por exemplo, se você tiver R$ 1 mihão e quiser investir esse recurso em LC, faça 4 aplicações de R$ 250 mil em instituições financeiras diferentes, porque dessa forma seu capital ficará totalmente protegido.

ATENÇÃO: EVITE INVESTIR EM LC FORA DO LIMITE DE GARANTIA DO FGC. Entretanto, se preferir fazer dessa forma, é aconselhável que você analise antes o risco da instituição financeira emissora. Mesmo depois da aplicação é importante ficar acompanhando a saúde financeira dessa instituição, pois se ela apresentar problemas, pode ser que você não consiga seu dinheiro de volta.

Liquidez

Investindo em uma LC você só vai poder resgatar o seu dinheiro no vencimento. Não há liquidez antes disso. O prazo de uma LC pode variar. Há inclusive LC com liquidez diária.

Letra de Crédito do Agronegócio – LCA

A Letra de Crédito do Agronegócio – LCA é um título que as instituições financeiras emitem para captar recursos no mercado e emprestarem aos participantes do agronegócio. Como forma de garantia da operação, os fazendeiros e agricultores devem entregar ativos reais – tais como soja, milho e boi – que lastreiam a operação por meio de documentos conhecidos como Cédula do Produto Rural – CPR, notas promissórias rurais e Cédula Rural Hipotecária – CRH. Esse lastro fica penhorado por lei ao investidor final, que pode requisitar sua propriedade ao juiz se o banco não lhe pagar.

No mercado financeiro existem instituições financeiras de pequeno porte que oferecem LCAs com rentabilidades bem mais atrativas do que a dos grandes bancos.

Como essas aplicações são isentas de imposto de renda e têm garantia do FGC até R$ 250 mil, não deixe de aproveitar esse tipo de oportunidade! Para um risco igual, o investidor racional opta sempre pela aplicação que oferecer melhor rentabilidade.

LCA

Remuneração

A remuneração da LCA normalmente é atrelada a um percentual do CDI.

Tributação

Os rendimentos da LCA são isentos de imposto de renda para pessoas físicas.

Risco

A LCA conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos – FGC, uma entidade privada, sem fins lucrativos, que tem como um dos objetivos proteger depositantes e investidores no âmbito do sistema financeiro, até os limites estabelecidos pela regulamentação, nas situações de decretação de intervenção ou liquidação extrajudicial de instituições associadas. Atualmente, o limite de garantia é de R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por instituição financeira.

Por exemplo, se você tiver R$ 1 mihão e quiser investir esse recurso em LCA, faça 4 aplicações de R$ 250 mil em instituições financeiras diferentes, porque dessa forma seu capital ficará totalmente protegido.

ATENÇÃO: EVITE INVESTIR EM LCA FORA DO LIMITE DE GARANTIA DO FGC. Entretanto, se preferir fazer dessa forma, é aconselhável que você analise antes o risco da instituição financeira emissora. Mesmo depois da aplicação é importante ficar acompanhando a saúde financeira dessa instituição, pois se ela apresentar problemas, pode ser que você não consiga seu dinheiro de volta.

Liquidez

Investindo em uma LCA você só vai poder resgatar o seu dinheiro no vencimento. Não há liquidez antes disso.

Letra de Crédito Imobiliário – LCI

A Letra de Crédito Imobiliário – LCI é um título privado que as entidades financeiras emitem para captar recursos no mercado para concessão de crédito imobiliário. O tomador do financiamento é obrigado a colocar o imóvel objeto da transação em garantia do empréstimo, em forma de hipoteca ou alienação fiduciária.

No mercado financeiro existem instituições financeiras de pequeno porte que oferecem LCIs com rentabilidades bem mais atrativas do que a dos grandes bancos.

Como essas aplicações são isentas de imposto de renda e têm garantia do FGC até R$ 250 mil, não deixe de aproveitar esse tipo de oportunidade! Para um risco igual, o investidor racional opta sempre pela aplicação que oferecer melhor rentabilidade.

LCI

Remuneração

A remuneração da LCI normalmente é atrelada a um percentual do CDI.

Tributação

Os rendimentos das LCIs são isentos de imposto de renda para pessoas físicas.

Risco

A LCI conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos – FGC, uma entidade privada, sem fins lucrativos, que tem como um dos objetivos proteger depositantes e investidores no âmbito do sistema financeiro, até os limites estabelecidos pela regulamentação, nas situações de decretação de intervenção ou liquidação extrajudicial de instituições associadas. Atualmente, o limite de garantia é de R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por instituição financeira.

Por exemplo, se você tiver R$ 1 mihão e quiser investir esse recurso em LCI, faça 4 aplicações de R$ 250 mil em instituições financeiras diferentes, porque dessa forma seu capital ficará totalmente protegido.

ATENÇÃO: EVITE INVESTIR EM LCI FORA DO LIMITE DE GARANTIA DO FGC. Entretanto, se preferir fazer dessa forma, é aconselhável que você analise antes o risco da instituição financeira emissora. Mesmo depois da aplicação é importante ficar acompanhando a saúde financeira dessa instituição, pois se ela apresentar problemas, pode ser que você não consiga seu dinheiro de volta.

Liquidez

Investindo em uma LCI você só vai poder resgatar o seu dinheiro no vencimento. Não há liquidez antes disso.

 

Caderneta de Poupança

A caderneta de poupança é a aplicação mais popular do Brasil. Os recursos captados pelos bancos para a caderneta de poupança são destinados ao governo para financiar projetos imobiliários e agrícolas.

Muitas pessoas investem na poupança por medo de perder dinheiro em outras aplicações. O que elas não percebem é que muitas vezes perdem dinheiro porque o rendimento da poupança ficou abaixo da inflação (perda real).

Poupança

Remuneração

Há duas formas de remuneração para a caderneta de poupança, e ambas dependem do nível em que estiver a SELIC.

– A primeira é usada quando a SELIC estiver com uma taxa acima de 8,5% ao ano. Nesse caso, o rendimento é de 0,5% ao mês, mais a TR.

– A segunda é aplicada quando a SELIC for igual ou inferior a 8,5% ao ano, rendendo 70% da SELIC, mais a TR.

Tributação

Os rendimentos da poupança são isentos de imposto de renda, o que é uma vantagem para o poupador.

Risco

A caderneta de poupança conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos – FGC, uma entidade privada, sem fins lucrativos, que tem como um dos objetivos proteger depositantes e investidores no âmbito do sistema financeiro, até os limites estabelecidos pela regulamentação, nas situações de decretação de intervenção ou liquidação extrajudicial de instituições associadas. Atualmente, o limite de garantia é de R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por instituição financeira.

Por exemplo, você tiver R$ 1 mihão e quiser investir esse recurso na poupança, faça 4 aplicações de R$ 250 mil em instituições financeiras diferentes, porque dessa forma seu capital ficará totalmente protegido.

Liquidez

A liquidez da caderneta de poupança é diária. Isso quer dizer que você pode sacar seu dinheiro a qualquer momento. No entanto, é importante ficar atento para a data de aniversário dos depósitos, pois fora dela não serão computados os rendimentos do período.

Quando utilizar

A opinião dos assessores da Confiança Investimentos é que a aplicação de recursos na caderneta de poupança justifica-se apenas em duas situações:
– Para fazer caixa quando os recursos estiverem reservados para utilização no curto prazo. Mesmo nesse caso, sugerimos que você não deixe de analisar LCIs e LCAs, que têm a mesma segurança que a poupança. Também é recomendável avaliar os fundos de investimento.
– Para acumulação de recursos de pequenos poupadores. Mas atenção! O ideal é que você mude para produtos mais rentáveis assim que você conseguir acumular um montante suficiente para investir neles.

No mercado financeiro existem instituições financeiras de pequeno porte que oferecem LCIs e LCAs com rentabilidades bem mais atrativas do que a dos grandes bancos.

Como essas aplicações são isentas de imposto de renda e têm garantia do FGC até R$ 250 mil, não deixe de aproveitar esse tipo de oportunidade! Para um risco igual, o investidor racional opta sempre pela aplicação que oferecer melhor rentabilidade.

ATENÇÃO: EVITE INVESTIR EM CADERNETA DE POUPANÇA FORA DO LIMITE DE GARANTIA DO FGC. Entretanto, se preferir fazer dessa forma, é aconselhável que você analise antes o risco da instituição financeira emissora. Mesmo depois da aplicação é importante ficar acompanhando a saúde financeira dessa instituição, pois se ela apresentar problemas, pode ser que você não consiga seu dinheiro de volta.

Títulos Públicos

O título público é emitido pelo governo federal com objetivo de captar recursos para financiar a dívida pública e realizar investimentos nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, entre outras.

Os títulos públicos podem ser negociados tanto via Tesouro Direto, por meio de uma parceria realizada entre o Tesouro Nacional e a BM&FBovespa para atender pessoas físicas, quanto pelas plataformas dos bancos e corretoras de valores conveniadas. O limite financeiro máximo para compras mensais pelo Tesouro Direto é de R$ 1 milhão – não há limite financeiro para vendas.

Para adquirir títulos públicos é necessário ter conta em uma instituição financeira e se cadastrar no Tesouro Direto. Essa instituição será responsável pelas suas informações junto à BMF&Bovespa, pelo repasse de recursos financeiros referentes aos eventos de custódia (pagamento de juros e resgate) e de venda antecipada, além do recolhimento de tributos (imposto de renda e IOF).

Títulos Públicos

Remuneração

Alguns títulos públicos são pré-fixados, ou seja, têm a rentabilidade estabelecida na hora da compra, como é o caso do Tesouro Préfixado (LTN) e do Tesouro Préfixado com Juros Semestrais (NTN-F). Outros são pós-fixados, pagando taxa de juros mais correção baseada em algum índice, como a SELIC no caso do Tesouro Selic (LFT) e o IPCA no caso do Tesouro IPCA (NTN-B).

Alguns títulos pagam o capital aplicado mais os juros somente no vencimento, enquanto outros pagam juros semestrais, conhecidos como cupons. Veja o quadro abaixo.

Títulos públicos Remuneração Pagamentos Resgate antecipado
Tesouro Préfixado (LTN) Juros pré-fixados Juros principal no vencimento Valor de mercado - Pode ter ágio ou deságio
Tesouro Préfixado com Juros Semestrais (NTN-F) Juros pré-fixados Juros semestrais e principal no vencimento Valor de mercado - Pode ter ágio ou deságio
Tesouro Selic (LFT) SELIC Juros principal no vencimento Não tem ágio nem deságio – SELIC diária
Tesouro IPCA com Juros Semestrais (NTN-B) Juros IPCA Juros semestrais e principal no vencimento Valor de mercado - Pode ter ágio ou deságio
Tesouro IPCA (NTB-B Principal) Juros IPCA Juros principal no vencimento Valor de mercado - Pode ter ágio ou deságio
Tesouro IGP-M (NTN-C) Juros IGP-M Juros semestrais e principal no vencimento Valor de mercado - Pode ter ágio ou deságio

Tributação

No lucro obtido com aplicação em títulos públicos incide IOF e imposto de renda.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre o lucro de aplicações que vencem ou são resgatadas antes de completarem o prazo de 30 dias corrido. A alíquota a ser aplicada varia de acordo com o prazo, de forma decrescente.

Para não ter que pagar esse imposto, portanto, recomenda-se planejamento. Evite aplicar recursos por um período inferior a 30 dias consecutivos.

Imposto de Renda

O Imposto de Renda também incide sobre o lucro das aplicações e obedece à seguinte escala regressiva.

Período de aplicação     Alíquota
Até 180 dias     22,5%
Entre 181 e 360 dias     20%
Entre 361 e 720 dias     17,5%
Mais que 720 dias     15%

Risco

Os títulos públicos são considerados os ativos de menor risco no mercado, porque são 100% garantidos pelo governo via Tesouro Nacional. Vale lembrar que as maiores agências de classificação de risco enquadram o Brasil na categoria investment grade, o que significa que investir nesses títulos é bastante seguro.

Liquidez

Existem vários prazos de vencimento para os títulos públicos – alguns duram mais de 30 anos. Adquirindo um título público você poderá carregá-lo até o vencimento para receber exatamente o que foi combinado no momento da compra. Por isso é muito importante que você planeje a sua aquisição pensando no prazo em que vai necessitar dos recursos aplicados.

Se você precisar do dinheiro antes do prazo planejado, não tem problema. É possível vender o título de volta ao governo, que faz recompra diariamente. Mas saiba que a recompra é feita pelo valor de mercado do título. Nesse caso, a taxa de juros paga pode ser diferente da combinada inicialmente, tanto para mais quanto para menos.

Ações

Ao investir em ações você está adquirindo direitos sobre parcela do capital social de uma companhia. Seu poder de influenciar as decisões dependerá da classe e da quantidade de ações que adquirir.

Para investir em ações você precisa ter uma conta em uma corretora. Para isso, basta preencher uma ficha cadastral e apresentar identidade, CPF e comprovante de residência.

Quando a sua conta estiver aberta, você poderá transferir recursos de sua conta no banco para a que possui na corretora e, a partir disso, já será possível enviar ordens de compra e venda para a bolsa de valores. Essas ordens podem ser dadas por telefone, email ou pelo homebroker, que é uma ferramenta da corretora integrada à bolsa de valores pela internet.

Após a execução de sua ordem de compra ocorre a liquidação da operação, que é a transferência de ações da custódia do vendedor para a sua e dos recursos de sua conta para a conta do vendedor. Esse processo leva três dias, mas quem compra ações já pode vendê-las no mesmo dia.

Para investir em ações é muito importante que você tenha uma estratégia definida e a cumpra com determinação. Comprar e vender sem saber o que está fazendo não é nada recomendável. Há duas escolas que podem ajudar você a definir uma estratégia vencedora: a de análise técnica e a de análise fundamentalista.

Acao

Análise Técnica

A estratégia da análise técnica consiste em identificar através de gráficos e indicadores qual o melhor momento para comprar ou vender uma ação. Várias corretoras e fóruns sempre indicam pontos de compra e venda de ações baseados em estratégias de análise técnica. Mas tome muito cuidado: o sucesso de um sistema de trading está estreitamente relacionado com probabilidades estatísticas. Evite entrar em operações ora por uma estratégia ora por outra. Isso não costuma funcionar.

O arcabouço teórico, a disponibilidade de ferramentas técnicas e as estratégias operacionais disponíveis no mercado brasileiro e global são muito variadas. Um método eficiente para operar no mercado de ações envolve alguns aspectos importantes:

. Utilização de poucas ferramentas compondo um sistema robusto, que gere sinais objetivos de compra e venda;
. Definição clara do mercado de atuação;
. Realização de backtests para aferir a eficiência do sistema no mercado escolhido, antes de começar a operar;
. Realização de gestão de risco rigorosa, utilizando ordens de stop loss que impeçam que o operador perca mais do que um determinado percentual de seu capital total em cada operação;
. Operação de forma disciplinada, na medida em que os sinais de entrada e saída forem sendo dados.

Para que isso funcione, é preciso escrever um plano detalhado de trading e realizar alguns controles. Tudo funciona como um negócio. E é um negócio.

No mercado financeiro existem várias ferramentas que podem auxiliar o trader em suas atividades do dia a dia. Ao se tornar cliente da Confiança Investimentos você pode ter acesso à plataforma mais badalada do mercado, o MetaTrader5.

Análise Fundamentalista

A escola fundamentalista procura avaliar o valor de uma ação com base em informações econômicas, como, por exemplo, crescimento do PIB, nível de inflação e taxa de juros e também em dados obtidos no balanço da companhia, como capacidade de geração de caixa, estrutura de custos, nível de endividamento, capacidade de inovação, etc. A ideia é definir qual o preço justo daquele ativo para comprar quando estiver barato e vender quando atingir o preço alvo.

Para auxiliar os clientes na difícil tarefa de escolher os ativos que irão compor sua carteira de ações, a área de análise da XP indica os papéis que considera ter maior potencial de valorização, alocando-os em diversos tipos de carteiras na proporção que entender ser a mais adequada.

Escolhida a carteira que mais agrada você, basta solicitar formalmente à Confiança Investimentos que efetue a compra dos ativos que comporão sua carteira de ações.

Outra forma muito interessante de investir utilizando a análise fundamentalista é por meio de fundos de investimento, onde os gestores escolhem quais são os ativos e em que proporção estes devem ser alocados.

Remuneração

Há basicamente duas maneiras de obter ganhos no mercado de ações: com a apreciação das ações e com o recebimento de dividendos, que é uma parcela do lucro da companhia distribuída aos acionistas.

Apreciação

Suponha que você comprou 10.000 ações de determinada companhia a R$ 10,00 cada e que dias depois as vendeu por R$ 12,00, obtendo um lucro de R$ 2,00 por ação. Seu lucro bruto na operação de compra e venda, sem considerar os custos de transação, foi, então, de R$ 20.000,00.

Dividendos

Vamos supor agora que a mesma companhia, pouco antes de você vender o seu lote de 10.000 ações, apurou seu lucro anual e decidiu distribuir R$ 0,80 por ação em forma de dividendo. Como você tinha 10.000 ações em sua custódia, recebeu R$ 8.000,00.

Tributação

A alíquota de imposto de renda sobre o lucro obtido com a alienação de ações é de 15% (para operações de mais de um dia). Portanto, o lucro líquido foi de R$ 17.000,00 – que é o resultado de R$ 20.000,00 menos o imposto de renda de R$ 3.000,00. Se você tivesse comprado e vendido no mesmo dia (operação conhecida como day trade), pagaria 20% de imposto de renda sobre o lucro.

Como o recebimento de dividendos é isento de imposto de renda, você só terá que pagar imposto sobre o lucro que obteve na compra e venda.

Dessa forma, podemos afirmar que a sua transação rendeu a você R$ 25.000,00 líquido – que é o resultado de R$ 20.000,00 de lucro na operação de compra e venda, mais R$ 8.000,00 em dividendos, menos R$ 3.000,00 de imposto de renda na compra e venda.

Risco

O investimento em ações é considerado de risco dada a alta volatilidade desse tipo de ativo. Portanto, é fundamental que você identifique seu perfil para saber se está preparado psicologicamente para grandes oscilações nas cotações das ações. Uma maneira de diminuir o risco operacional é diversificar a carteira de ações. Já o risco de mercado, que é inerente a fatores conjunturais da economia, por exemplo, não é diversificável porque atinge o mercado como um todo, não apenas um ou outro setor.

Liquidez

Há ações que têm um volume financeiro negociado diariamente bastante alto (blue chips) e outras que têm volume muito pequeno (small caps). A liquidez é um fator a ser considerado na hora que você decidir investir em ações. Se o volume de negociação de uma ação for muito baixo, você corre o risco de não encontrar comprador quando decidir vender.

Fundos Imobiliários

Fundo imobiliário ou imóvel físico?

O fundo imobiliário é uma ótima alternativa para quem quer investir em imóveis, mas não gosta de complicações. Veja abaixo um comparativo de resultado entre uma operação de compra e venda de imóvel físico e outra de compra e venda de cotas de fundo imobiliário.

  Imóvel Fundo Imobiliário
Valor de Compra 600.000,00 600.000,00
Valor de Venda 750.000,00 750.000,00
Custos de Compra 2% = 12.000,00 25,21 0,5%  = 3.025,21
Custos de Venda 6% = 45.000,00 25,21 0,5%   = 3.775,21
Total de Custos 57.000,00 6.800,42
Valor Líquido na Venda 693.000,00 743.199,48
Lucro da Operação 93.000,00 143.199,48
I.R. 15% = 13.950,00 20% =  28.639,92
Lucro Líquido Final 79.050,00 114.559,66
Diferença 35.509,66

No exemplo, o investimento foi R$ 600.000 tanto para compra de imóvel físico quanto para aquisição de fundo imobiliário. No ato da compra de imóvel físico o investidor teve que pagar ITBI de 2%, ou seja, de R$ 12.000,00. Além disso, no ato da venda foi necessário pagar 6% de comissão para o corretor, no valor de R$ 45.000,00, mais 15% de imposto de renda, que totalizou R$ 13.950,00. O resultado da compra e venda, então, foi de R$ 79.050,00.

Na situação de compra de fundo imobiliário, o investidor teve gastos com corretagem na compra e na venda no valor de R$ 6.800,42, mais 20% de imposto de renda, que somou R$ 28.639,92. O resultado da compra e venda nesse caso foi de R$ 114.559,66. Observa-se, portanto, uma diferença de R$ 35.509,66 em favor da transação com o fundo imobiliário. Isso sem contar que durante todo o tempo em que houve posicionamento no fundo imobiliário as receitas de aluguel foram totalmente isentas de imposto de renda.

FundoImobiliario
Definição

Fundo imobiliário é a reunião de recursos de cotistas em forma de condomínio para aplicação em empreendimentos imobiliários prontos ou em construção, como shopping centers, edifícios comerciais, hotéis, centros de logística, etc.

Esse tipo de aplicação facilita a participação de pequenos e médios investidores no mercado imobiliário, já que os altos valores dos imóveis físicos costumam ser barreira considerável para que isso ocorra.

As principais vantagens de investimento em fundos imobiliários são: capacidade para barganhar melhores preços devido ao grande volume de recursos disponíveis (condomínio de cotistas); boa liquidez e possibilidade de vender apenas algumas cotas em caso de necessidade de caixa; ausência de burocracia (escritura, registro, ITBI); despreocupação com inadimplência e vacância, pois os inquilinos normalmente são grandes corporações; possibilidade de diversificação em vários fundos.

Os imóveis adquiridos com o dinheiro arrecadado ficam no nome do fundo imobiliário, mas são garantidos aos cotistas direitos sobre parte do patrimônio líquido e dos rendimentos auferidos, proporcionalmente ao número de cotas adquiridas.

Remuneração

Os cotistas de um fundo imobiliário obtêm ganhos de duas formas: com a valorização das cotas (imóveis têm grande potencial de valorização) e com o recebimento mensal de aluguéis.

Tributação

Os valores recebidos a título de aluguel pelos cotistas pessoas físicas são isentos de imposto de renda, desde que estes não possuam mais de 10% das cotas e que o fundo tenha pelo menos 50 cotistas. Haverá incidência de 20% de imposto de renda somente no caso de venda de cotas com lucro. Veja um exemplo de como isso funciona na prática.

Você comprou mil cotas de um fundo imobiliário por R$ 100 e após cinco meses vendeu por 130, obtendo um lucro de 30% – isto é, de R$ 30 por cota. O seu lucro bruto na operação de compra e venda, sem considerar os custos de transação, foi de R$ 30.000. Durante esses cinco meses, você recebeu dividendos mensais decorrentes dos aluguéis dos imóveis pertencentes ao fundo no valor de R$ 0,70 por cota, totalizando R$ 700 por mês – ou R$ 3.500 pelos cinco meses. Então, o seu lucro bruto total com a operação foi de R$ 33.500. Como o recebimento de dividendos é isento de imposto de renda, você só terá que pagar imposto sobre o lucro que obteve na compra e venda. Como vimos, a alíquota é de 20%, resultando em imposto de renda de 6.000. Portanto, o lucro líquido de toda a operação foi de R$ 27.500.

Risco

Os fundos imobiliários não contam com nenhum tipo de garantia especial. Mas, via de regra, são proprietários dos imóveis adquiridos por eles. Na hipótese de apresentarem algum problema grave, poderão vender esses imóveis para distribuir os recursos entre os cotistas.

De qualquer forma, procure se informar sobre o fundo imobiliário antes de investir nele. A XP Investimentos emite um relatório mensal com informações sobre os principais fundos do mercado.

Liquidez

O processo de compra e venda de cotas de fundos imobiliários deve ser realizado na bolsa de valores, assim como ocorre com o procedimento de negociação de ações. A liquidação da operação, a entrega das cotas do fundo imobiliário ao comprador e a transferência dos recursos do comprador para o vendedor ocorre 3 dias após a transação (D 3).

As cotas de fundos imobiliários têm liquidez muito superior à dos imóveis físicos. Os imóveis físicos são mais difíceis de vender porque envolvem valores financeiros altos. Já as cotas de fundos imobiliários têm valores bem mais baixos e podem ser vendidas de forma fracionada, o que normalmente não acontece com os imóveis físicos.

Fundos de Investimento

Fundo de investimento é um tipo de aplicação financeira coletiva que reúne recursos de diversos investidores para a aquisição de um conjunto de ativos financeiros – títulos públicos, títulos privados, moedas, ações, dentre outros. Cada investidor de um fundo possui uma quantidade de cotas proporcional ao valor total de seus investimentos.

Para que fique mais claro o funcionamento de um fundo de investimento, basta compará-lo a um condomínio residencial, em que cada morador é dono de um apartamento (cota) e paga a um terceiro para administrar os serviços do prédio.

Essa modalidade de investimento é apropriada para pessoas que não têm tempo nem conhecimento para analisar estratégias de alocação de recursos nos diversos ativos financeiros disponíveis no mercado.

Um fundo de investimento conta com uma equipe multidisciplinar que realiza as tarefas necessárias para fazer com que o seu dinheiro renda.

Equipe Função
Gestor Responsável por escolher os ativos que comporão a carteira de investimentos  observando a relação risco/retorno
Administrador Responsável por administrar as rotinas operacionais, incluindo aspectos jurídicos e legais
Custodiante Responsável pela guarda dos ativos da carteira
Auditor independente Responsável pela fiscalização do cumprimento das normas

Nos grandes bancos as funções de gestão, administração e custódia ficam concentradas em entidades ligadas diretamente a essas instituições. Já nos fundos disponíveis na plataforma aberta com a qual a Confiança Investimentos trabalha essas funções costumam ser segregadas em diferentes entidades. O desmembramento de atribuições entre diversos entes minimiza a possibilidade de existência de conflito de interesse na medida em que cada um exerce sua função sem interferência direta nas demais. Por essa razão, essa forma de atuação é mais cofiável.

Os fundos de investimento possuem regras de funcionamento que regulam valores mínimos e horários para aplicação e movimentação, tipos de ativos que o gestor pode negociar, prazo para resgates, etc. Antes de adquirir cotas de um fundo o investidor deve assinar um termo de adesão atestando que leu o prospecto e/ou o regulamento do fundo, que conhece os riscos envolvidos e que está de acordo com as regras estabelecidas nesses documentos.

Tanto a Comissão de Valores Mobiliários – CVM quanto a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – ANBIMA classificam os fundos de investimento em diversas categorias. As mais conhecidas são Curto Prazo, Referenciado, Renda Fixa, Multimercado e Ações.

O número de cotas a que o investidor tem direito é calculado dividindo-se o valor investido pelo valor da cota. Já o valor da cota é calculado diariamente, dividindo-se o patrimônio líquido do fundo pelo número total de cotas. Todos os cotistas de um fundo têm os mesmos direitos, independentemente da quantidade de cotas que possui.

FundodeInvestimentoRemuneração

O cotista é remunerado com a valorização de suas cotas e o rendimento delas depende basicamente da gestão dos ativos que compõem a carteira e da manutenção de custos de administração em patamares os mais baixos possíveis. Se a taxa de administração for muito alta, dificilmente o fundo atingirá uma boa performance.

Analisando o gráfico abaixo é possível comparar a curva de rentabilidade de dois fundos, ambos da categoria Referenciado DI. O representado pela cor verde é um dos maiores do mercado e cobra taxa de administração de 3,9% ao ano. O de cor azul escuro está disponível na plataforma aberta e cobra taxa de administração de 0,5% ao ano.

FundodeInvestimentoComparativo

Enquanto o de cor verde rendeu 53,77 % do CDI em 2013, o de cor azul escuro rendeu 97,36 % do CDI no mesmo período. Concluída essa análise fica claro que o fundo de cor azul escuro, que cobra menor taxa de administração, está performando efetivamente como um fundo Referenciado DI, pois está em linha com a curva do CDI. O rendimento do fundo de cor verde, por sua vez, perde até para a caderneta de poupança.

Quer fazer uma comparação da rentabilidade de seu fundo de investimento com outros fundos do mercado? Agende uma assessoria.

Tributação

Os rendimentos alcançados pelos fundos de investimento em Ações são tributados no imposto de renda em 15%, e o valor é cobrado no momento do resgate pelo próprio administrador do fundo. Não há cobrança de IOF.

Já os fundos de investimento de Curto Prazo, Referenciado DI, Renda Fixa e Multimercado são tributados como os títulos públicos, tanto pelo imposto de renda quanto pelo IOF, conforme as tabelas abaixo.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre o lucro de aplicações que vencem ou são resgatadas antes de completarem o prazo de 30 dias corridos. A alíquota a ser aplicada varia de acordo com o prazo, de forma decrescente.

Para não ter que pagar esse imposto, portanto, recomenda-se planejamento. Evite aplicar recursos por um período inferior a 30 dias consecutivos.

Imposto de Renda

O Imposto de Renda também incide sobre o lucro das aplicações e obedece à seguinte escala regressiva:

Período de Aplicação Alíquota
Até 180 dias 22,5%
Entre 181 e 360 dias 20%
Entre 361 e 720 dias 17,5%
Mais que 720 dias 15%

Para se beneficiar de uma alíquota menor de imposto de renda é importante manter as aplicações por mais de 720 dias, sempre que possível. Isso faz muita diferença no resultado.

Mas nesses fundos existe um mecanismo chamado come-cotas, que é a cobrança antecipada de imposto de renda no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano, mesmo que você não faça resgates. O valor a ser pago é calculado pelo administrador do fundo com base no rendimento acumulado no período de seis meses (de 1 de junho a 30 de novembro ou de 1 de dezembro a 31 de maio).

A alíquota a ser aplicada nos casos de fundos de curto prazo (prazo médio igual ou inferior a 365 dias) será de 20%. Para os fundos de longo prazo (vencimento superior a 365 dias), a alíquota cai para 15%. Se a aplicação ocorrer após o início de um dos dois ciclos de seis meses, o cálculo é realizado a partir da data da aplicação.

Essa forma de tributação é conhecida por come-cotas porque o valor da cota não é alterada em função do imposto, e sim a quantidade de cotas. Muitas vezes o investidor nem percebe que houve o come-cotas, mas é bom saber que ele existe.

Risco

Você já sabe que as funções de gestão, administração e custódia de um fundo nos grandes bancos são exercidas normalmente por alguma entidade ligada a essas instituições. Mas você também já tem conhecimento de que quanto mais segregadas essas funções entre diferentes entidades, maior será a segurança oferecida aos cotistas, principalmente por que esse modelo evita eventuais conflitos de interesse.

Essa segurança para o cotista decorre principalmente do fato de que uma entidade não tem como interferir nas atribuições da outra. Vejamos um exemplo prático de como funciona esse processo. A marcação a mercado, como é conhecido o processo de valoração do patrimônio de um fundo, é feita pelo administrador do fundo. O gestor desse mesmo fundo não tem como manipular essa informação em nenhuma hipótese, pois a atividade é executada por outra entidade.

Existem no mercado várias gestoras de recursos credenciadas pela CVM que são de pequeno porte. A maioria delas consegue entregar resultados interessantes, embora muitas pessoas questionem se essas gestoras significam um risco de perda para os cotistas por serem consideradas pequenas. Bom, não necessariamente. Como as funções são segregadas, a empresa que faz a gestão não é a mesma que faz a administração, que, por sua vez, pode não ser a mesma que guarda os ativos. Então, o porte da empresa tem pouco ou nenhum potencial para interferir no desempenho do fundo.

Outra informação importante é que todo fundo tem um CNPJ próprio, como se fosse uma empresa. Portanto, seu patrimônio não se confunde com o patrimônio de sua administradora, gestora ou custodiante.

Além disso, a autoridades brasileiras estão sempre preocupadas em manter regras rígidas para regular a negociação de produtos financeiros e dar tranquilidade aos investidores.

Os fundos da plataforma aberta utilizada pela Confiança Investimentos têm as funções de gestão, administração e custódia segregadas.

Liquidez

O prazo de resgate em fundos de investimento varia conforme o tipo de fundo. Alguns permitem resgate no mesmo dia (D 0), outros exigem prazos maiores, como 3 (D 3), 5 (D 5), 15 (D 15), 30 (D 30) ou mais dias.

Dependendo da estratégia, o gestor precisará de um prazo razoável para se desfazer de ativos e, assim, atender a necessidade de resgate. Em um fundo de ações, por exemplo, o gestor precisa de pelo menos três dias para que uma posição desfeita seja liquidada. Além disso, é importante que o gestor disponha de prazo maior que o permita avaliar o melhor momento para sair de uma posição.

É recomendável observar com cuidado o prazo de resgate do fundo em que você pretende investir para não ser surpreendido. Normalmente, o seu assessor vai criar uma carteira diversificada, mantendo um ou mais fundos com prazos de resgate baixos para que você possa resgatar rapidamente, caso necessite de recursos emergenciais (caixa).

Custos para investir

Taxa de administração

Para investir em um fundo de investimentos você terá que pagar um percentual do valor investido a título de taxa de administração. Essa taxa é anual e cobrada diariamente de forma pro rata.

A cobrança da taxa de administração é necessária porque a criação e a manutenção de um fundo de investimentos implica em diversos custos, entre eles o pagamento do especialista que vai gerir a carteira, o distribuidor que vai oferecer o fundo para você, etc. Entretanto, como esses custos são rateados entre todos os cotistas, não fica pesado para ninguém.

Mas fique atento! É muito importante que você invista em fundos com taxas de administração justas, senão a rentabilidade será comprometida. Verifique se o seu banco não é um daqueles que aproveitam a falta de informação de seus clientes para cobrar altas taxas de administração nos fundos que distribui.

Investindo em fundos da plataforma aberta com a qual a Confiança Investimentos trabalha você vai pagar exatamente as mesmas taxas que pagaria se investisse diretamente com os emissores. E mais: com a vantagem de ter acesso a fundos de diferentes assets a partir da abertura de uma única conta.

Taxa de performance

Além da taxa de administração, alguns fundos cobram uma taxa de performance pela superação de algum benchmark, como o CDI, por exemplo. Embora implique em mais um custo para o cotista, a cobrança dessa taxa facilita o alinhamento de interesses entre gestor e cotista, pois quanto melhor o resultado, mais vantagem para as duas partes.

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